Caso do Mês

Responsável Dr Marcus v de Nigro Corpa
Contribuição Hospital do Câncer de Maringá
História Clinica Paciente de 67 anos com nódulo de mama
Microscopia os cortes demonstram neoplasia epitelial com áreas sólidas e papilares (imagem 1). As células neoplásicas apresentam núcleos arredondados ou ovalados, com nucléolo evidente e cromatina clara, ocasionalmente com fendas e pseudo-inclusões (imagem 2). O citoplasma é levemente eosinofílico. No eixo central das papilas, por vezes notam-se acúmulos de histiócitos xantomizados (imagem 3). O estudo imuno-histoquímico confira ausência de células mioepiteliais, com negatividade para p63 (imagem 4) e calponina, além de baixa expressão de receptor de estrógeno.
Painel de Anticorpos
Resultado
Painel de Anticorpos
Resultado
Citoceratina 14
Negativo
Receptor de Estrógeno
Positivo, 5%
Proteína p63
Negativo, Cels. Mioepiteliais
Calponina
Negativo, Cels. Mioepiteliais
TTF-1
Negativo
Tireoglobulina
Negativo
Diagnóstico Final CARCINOMA PAPILÍFERO SÓLIDO COM POLARIDADE INVERTIDA (CARCINOMA PAPILÍFERO SÓLIDO REMINISCENTE DO CARCINOMA PAPILIFERO DA TIREOIDE.
Discussão Descritos inicialmente por Eusebi et al, em 2003, em publicação de cinco casos, o carcinoma papilífero sólido de polaridade invertida, inicialmente foram denominados “CARCINOMA PAPILÍFERO SÓLIDO REMINISCENTE DO CARCINOMA PAPILÍFERO DE CÉLULAS ALTAS DA TIREOIDE”, em função das suas características nucleares. O imuno-fenótipo contudo, não revela expressão de marcadores relacionados à diferenciação epitelial folicular (TTF1 e tireoglobulina negativos). A análise molecular também não demonstra alterações de RET/PTC e BRAF, que costumam estar presentes nos carcinomas papilíferos da tireoide. Dados recentes demonstram que estas neoplasias apresentam frequentes mutações em IDH1, resultando em padrão anômalo de coloração com o anticorpo para a proteína IDH1mutante, característica que aparentemente separa esta entidade de outras lesões papilares da mama. Sob ponto de vista prognóstico, com a ressalva de ser uma lesão muito rara, a evolução costuma ser favorável na grande maioria dos casos.
Foto 01
Foto 02
Foto 03
Foto 04
Referências 1: Alsadoun N, MacGrogan G, Truntzer C, Lacroix-Triki M, Bedgedjian I, Koeb MH, El Alam E, Medioni D, Parent M, Wuithier P, Robert I, Boidot R, Arnould L. Solid papillary carcinoma with reverse polarity of the breast harbors specific morphologic, immunohistochemical and molecular profile in comparison with other benign or malignant papillary lesions of the breast: a comparative study of 9 additional cases. Mod Pathol. 2018 Sep;31(9):1367-1380. 2: Foschini MP, Asioli S, Foreid S, Cserni G, Ellis IO, Eusebi V, Rosai J. Solid Papillary Breast Carcinomas Resembling the Tall Cell Variant of Papillary Thyroid Neoplasms: A Unique Invasive Tumor With Indolent Behavior. Am J Surg Pathol. 2017 Jul;41(7):887-895. 3: Bhargava R, Florea AV, Pelmus M, Jones MW, Bonaventura M, Wald A, Nikiforova M. Breast Tumor Resembling Tall Cell Variant of Papillary Thyroid Carcinoma: A Solid Papillary Neoplasm With Characteristic Immunohistochemical Profile and Few Recurrent Mutations. Am J Clin Pathol. 2017 Apr 1;147(4):399-410. 4: Colella R, Guerriero A, Giansanti M, Sidoni A, Bellezza G. An additional case of breast tumor resembling the tall cell variant of papillary thyroid carcinoma. Int J Surg Pathol. 2015 May;23(3):217-20. 5: Masood S, Davis C, Kubik MJ. Changing the term "breast tumor resembling the tall cell variant of papillary thyroid carcinoma" to "tall cell variant of papillary breast carcinoma". Adv Anat Pathol. 2012 Mar;19(2):108-10.
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